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Article

Publication Date

5-1-2001

Published In

Tempo Social

Abstract

The idea that science is "value free" can be traced back to the emergence of the distinction between fact and value in the 17th century. It can be considered to have three components: impartiality, neutrality and autonomy. We show that important parts of these component ideas were developed and defended by Galileo, principally in his letters to Castelli and to Grand Duchess Cristina and in his books The Assayer and Two Chief World Systems. Galileo's argument for autonomy is particularly powerful and, although lacking the generality introduced in later arguments (since his principal concern was to win autonomy for science from the authority of the Church), it remains at the core of all subsequent defenses of the autonomy of science. This argument is based on three suppositions: that scientific understanding is subject to criteria that are independent of the Church's authority and of any value perspective, that scientists have cultivated the virtues of the "scientific ethos", and that (because they use different languages — the "two books" argument) there cannot be contradiction between properly made scientific judgments and declarations of the Church. Finally some limitations of Galileo's arguments are indicated but not developed.
A idéia de que a ciência é "livre de valores" pode ser reconduzida à emergência da distinção entre fato e valor no século XVII. Pode–se considerar que essa idéia tem três componentes: imparcialidade, neutralidade e autonomia. Mostramos que partes importantes dessas idéias componentes foram desenvolvidas e defendidas por Galileu, principalmente em suas cartas a Castelli e à grã–duquesa Cristina e em seus livros O ensaiador e Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo. O argumento de Galileu em favor da autonomia é particularmente poderoso e, embora não tenha a generalidade introduzida por argumentos posteriores (uma vez que seu principal objetivo era o de garantir a autonomia da ciência com relação à autoridade da Igreja), permanece no cerne de todas as defesas subseqüentes da autonomia da ciência. Esse argumento está baseado em três suposições: que o entendimento científico está sujeito a critérios que são independentes da autoridade da Igreja e de qualquer perspectiva de valor; que os cientistas cultivam as virtudes do "ethos científico"; e que (porque usam linguagens diferentes — o argumento dos "dois livros") não pode existir contradição entre os juízos científicos apropriados e as declarações da Igreja. Finalmente, algumas limitações dos argumentos de Galileu são indicadas, sem serem desenvolvidas.

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